Não foi encontrado um objecto do nosso quotidiano que do ponto de vista formal e da complexidade e nuúmero de pessoas, fosse suficientemente interessante para fazer uma vista explodida
Optei, então, por fazer este trabalho explodindo um projecto da minha autoria. Será, assim, mais facil mostrar o processo, e será mais rigoroso
No seguimento do desenvolvimento do meu projecto, é necessário, agora, definir com que objectos trabalhar para fazer as explosões e mostrar o processo de design
O objectivo é encontrar objectos simples à primeira vista mas com muita complexidade, tanto a nivel do processo de design, como ao nível do seu interno, para serem interessantes para explodir.
É importante escolher objectos do nosso quotidiano, para chegar mais facilmente às pessoas
Assim como fiz na aula, peço que deixem aqui sugestões de objectos
Groundbreaking documentary by Sydney Pollack (Tootsie, Three Days of the Condor, Out of Africa) about the revolutionary architect of the Guggenheim in Bilbao and many other great buildings
Aconselho a todos verem este documentário, é muito interessante, mostra o processo criativo, assim como muitas outras curiosidades do arquitecto Frank Ghery
A um dado momento Ghery diz que quando as pessoas vêm uma obra acabada não têm a noção do trabalho que está por trás, o processo que levou aquela solução e que se sente obrigado a explicá-lo, por isso enquadra-se no meu projecto...
O meu projecto tem como objectivo mostrar às pessoas fora desta área, ao utilizador comum, sem qualquer sensibilidade para estas questões, que o design existe, e que as coisas que utilizam todos os dias surgiram a partir de um processo de design, e não cairam do céu
Na prática trata-se de um elemento escultórico que transmita esta mensagem
Em baixo, a 'View suspended' de Paul Veroude, o objectivo não foi mostrar o trabalho de design evolvido num carro de formula 1, mas podia ter sido...
Quando se trata de transportes, desperdiçamos recursos infinitamente...
Fala-se muito do facto da maior parte dos automóveis de 5 lugares ou mais, normalmente terem apenas um ocupante, existindo uma iniciativa da galp para tentar resolver esse problema http://www.energiapositiva.pt/
Mas o problema vem muito mais de trás... Porque precisamos de ter um carro tão pesado, com um motor que precisa de ter a potencia necessária para impulsionar esse peso? porque precisamos de 1000 dispositivos que aumentam o nosso conforto etc etc?
Precisamos de ter conforto quando estamos horas no transito... mas se não tivessemos automóveis com um tamanho equilibrado com as nossas necessidades não estariamos horas em filas
Os automóveis são um exemplo gigante de mau design
Esse peso provém do espaço que não precisamos,
Quando conduzimos um carro conduzimos com os carros e com os pés, usamos muito pouco o nosso corpo, não há ligação com o objecto, estamos muito longe, usamos um objecto de dimensões exageradas apenas para ir do ponto A ao ponto B
Porque não usar mais o nosso corpo, e criar um objecto que seria mais uma extensão do ser humano que possibilitaria uma locomoção mais rápida, e não uma entidade separada, que apenas usamos para nos movermos? sem desperdícios de materiais, recursos, e sem filas intermináveis
Para mim era rápido resolver isto já, era obrigar toda gente a andar de mota, mas isso tem a ver com os meus gostos ehehe
O objectivo deste projecto será criar um meio de locomoção mais compacto, utilizando o corpo humano, criando extensões que potenciem a sua movimentação
Existem exoesqueletos que vão sendo testados, estes para aumentarem a força do ser humano
Outro exemplo de design de serviços, as linhas aéreas...
O objectivo é um serviço que leve as pessoas onde pretendem ir
Os procedimentos, espaços, têm que ser pensados de forma a melhor servir as necessidades dos passageiros e tornar a sua experiência o mais agradável possível.
Nenhuma área do design é estanque, neste caso temos design de serviços ligado a design de interiores e produto (aviões), a design de moda (vestuário tripulação, operadores etc)
A internet deve ser o exemplo de design de serviços mais marcante que me consigo lembrar
Dentro deste exemplo, existem milhões de exemplos de design de serviços.
Possibilita comunicar, ligar, partilhar,etc. No fundo, globalizar, e isto teve que ser pensado...
A consciência que a maioria das pessoas não tem e devia ter, é que as coisas não caem do céu, foram pensadas, estudadas, testadas... tudo é dado como garantido, e o processo que levou à sua criação é ignorado... talvez por isso ainda não se valorize muito o papel do designer, as crianças hoje em dia devem pensar que a internet nasceu numa cegonha... e que os objectos surgem por criação espontânea...
Se "Bom design" é aquele que não se vê, o problema esta aí... =D
As redes sociais (ate custa escrever porque estou farto de ouvir "redes sociais" em todo o lado), são também um exemplo de design de serviços, o serviço que fornecem é uma forma de comunicar, assim como as operadoras de telemóveis ou de televisão...
O youtube é mais um exemplo, o google outro
Na partilha e criação de um base de dados de videos, ludicos, educativos, ou de lazer
O google, uma ferramenta essencial de pesquisa de informação
É uma iniciativa que promove a educação entre as pessoas
Cada pessoa pode mostrar o que sabe e ensinar a quem quer aprender...
Ainda que eu ache que cada pessoa deve procurar saber mais por si, e que isso traz muito crescimento pessoal, não deixa de ser uma boa forma de aprender e poderia ser aplicado a países com mais dificuldades, desde que algumas condições fossem criadas
One lap top per child é um projecto que tem como objectivo levar às crianças mais pobres um computador portátil, de forma a que elas aprendam, se envolvam na sua própria educação, e sejam estimuladas a querer saber mais, e a comunicar...
Em relação ao design social, a definição mais transversal é que o seu objectivo é melhorar as condições de vida do ser humano. No entanto, o design em todas as duas áreas visa isto, criando produtos, formas de comunicar, espaços, etc
A diferença, encontra-se no facto do design social tentar melhorar a vida das pessoas mais desfavorecidas, que não têm acesso , a informação ou às condições de vida que nós conhecemos, os tais "outros 90%"
A primeira mensagem serve para dizer que o título não deve ser encarado como alguma forma de bajulação ao professor. Tanto eu como o boneco não gostamos de Semiótica, mas ele também alinha nas brincadeiras da ironia... safado... Ao escrever graxa no google encontrei este link